sábado, 5 de janeiro de 2008

UMA QUESTÃO MORAL (PARTE I )

UMA QUESTÃO MORAL (PARTE I)


Será possível reconhecer até onde pode ser romantizada uma historia que trata de valores éticos como a honra?
Vivemos em uma sociedade onde a crise dos valores é latente, não é necessário ser filósofo, um intelectual ou um saudoso moralista para reconhecer essa crise. Alguns denominam decadência, outros afirmam ser aspectos da modernidade; mas que será de fato?
Outro dia vi, numa entrevista, um sociólogo italiano fazer justamente afirmações desse tipo: a Família esta em crise, a Igreja esta em crise, a economia esta em crise etc...
Para cada uma dessas afirmações ele apresentava um argumento, que, de fato, sustentavam essas afirmações.
Pensava comigo, essa é a reflexão de um sociólogo; mas me perguntava qual seria a reflexão de um filósofo? Ora, como havia dito no inicio essa crise é tão patente que não é necessário ter grande perspicácia intelectual para detectá-la o homem comum já é capaz de percebê-la. Desse modo talvez a grande questão seja saber para onde ruma a humanidade nesse cenário? Será que os filósofos e pensadores em geral tornam-se grandes especialistas em descrever o presente? Será que ainda hoje necessitamos desses especialistas? Já não será tarde para o trabalho desses homens? E o que dizer do futuro nesse cenário tão catastrófico?
Todos que estiveram por algum tempo na academia sabem que futurologia não é papel que se preste ao bom pensador, prever o futuro quando muito é aceito desde que essas previsões passam pelo crivo de nossos insípidos oráculos da modernidade, os cientistas. Mesmo para esses o futuro se apresenta nebuloso, na verdade sombrio. Parece que não temos muitas saídas, estamos profundamente mergulhados numa crise.
Que resta para nós reles mortais?A religião já não representa lugar seguro, a família esta desmoronando, pelo menos aquela nuclear, na qual alguns de nós nascemos, o mundo esta a beira de se incendiar. Só nos resta dizer não há mais esperança para a humanidade.
“Diante desse cenário resta-nos propormos uma reflexão”. Mais uma entre tantas outras, essa frase já soa quase como aquela piada sobre o presidente que sempre inicia seu discurso com a mesma frase.
Mas que fazer então? Sentar e esperar para ver o que vai acontecer? Retroceder, de que forma? Seguir o que determina a natureza e esperar o próximo passo da evolução? Passo que pode significar o extermínio da raça humana? Para natureza nenhum problema, afinal a experiência e os estudos científicos nos tem mostrado que a natureza ressurge das crises cada vez mais renovada e exuberante. Lamentável para o homem que provavelmente não estará mais por aqui.
É amigo parece que chegamos a um impasse, refletir para que? Sobre o que? Estamos soltos, nas mão do destino. Que ironia, justo o homem que construiu sua realidade, justamente o sujeito que é senhor de seus atos, dono de seu ‘Destino’. O destino, quem diria; quem diria que tornaríamos a falar de destino em pleno século XXI, são as maquinas, é a tecnologia, é o consumo, a economia, quem nesse inicio de século guia o destino dos homens? A igreja com certeza não mais, já dissemos, está em crise, esta discutindo com a ciência, onde termina, onde começa a vida humana Ela não é mais senhora da vida e da morte, o destino dos homens bem como de seus espíritos não é mais resguardado pela santa madre Igreja.
Então que fazer?