A borboleta que sonhou ser puta
Poeta
E a poeta que,
Durante sua eclíptica,
Desenhou com palavras
O périplo de uma puta
Monarca
Nesse bicho-mulher
Amálgama
Em palavras prostituídas,
Uma subjetividade orgânica
Poesia,
Seda-azul,
Signos,
Como uma tatuagem biológica
Um chamariz delicado,
Sensível
De viscosidade profunda...
Com aromas, cores e texturas
Sutis,
Visceral e úmida
Detém da flor seu leite âmbar
Fértil,
Que envolve e aquece
Live; de verdade é dar-se à
Vida
Entre outras, entre tantas
Sentir
Sensações pélvicas, pele, órgãos,
Terra Radical, Chão
Live; entre letras e digitais
Entre pernas e desejos,
Palatais
Y em 10 mil nervos
Sensoriais
Sonha trêmula a borboleta...